Caminho de Santiago de Compostela - O Caminho Francês Original
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Inferno da Labruja


Talvez seja ate pecado falar de inferno em um caminho santo, mas o fato e que a serra da Labruja e o proprio inferno para quem vai passar por ela de bike. Empurra'se para cima, empurra'se para baixo, mas num piso bem ingrime e atulhado de pedras soltas. Este foi se duvida o pior dia de toda a viagem. Tambem nao almocamos pois o tempo parecia nao querer que chegassemos em Tui, e nao chegamos mesmo. Chegamos quase 8 horas no albergue de valença, depois de sair do caminho nos ultimos 10 km para ganhar tempo. O albergue compensou a dureza do dia... limpo, novo e o melhor, so pra nos.
Para o caminho portugues deve se guardar este nome: Labruja ' O Cebreiro de Portugal.
Resumo:25 de abril
pedalados 75 km
Barcelos ate Valença

9o. dia - Porto - Barcelos



Dia pesado em que para cumprir o planejado tivemos de pedalar sem o intervalo do almoço. O esforço valeu a pena pois conseguimos chegar em Barcelos ainda no fim da tarde e aproveitar para ver um pouco da feira da festa das cruzes que ocorria na cidade.
A distancia nao foi tao grande... apenas 65 km, mas a constante variaçao de calçamento e a busca pelo caminho certo nos fizeram perder bastante tempo. Sem contar que a saida do albergue da juventude e a pedalada ate a Se do Porto nos tomaram cerca de uma hora.
Na saida do Porto conhecemos o Joao Galvao, um cicloturista de lisboa que esta organizando um blog com diversas dicas dos caminhos de Santiago que ja fez. mais tarde vou postar o link do blog dele aqui.
Antes de chegar em Barcelos passamos na bela Capela da Franqueira. Foi uma subida extra, mas valeu a pena pela beleza da capela somada a bela vista que se tem do alto do morro - De um lado Barcelos, para onde vamos e do outro a freguesia de Milhases.
Nesta capela existem peças que foram talhadas na pedra por José Fernandes Barreto, escultor português bisavo da Cris, minha esposa... (nas fotos a capela e minhas pequenas visitando-a comigo) Foi muito legal estar lá... queria que voces estivessem aqui tambem. Bateu uma saudade muito grande de voces. Em Barcelos ficamos em um hotel central e muito bom... o Bagoeira. Ali tambem jantamos, pois e o restaurante mais concorrido da cidade.
Depois fomos aproveitar a festa da Cruzes com parque de diversoes, fogos, show e feira que vendia desde antiguidades ate coisinhas chinesas de 1,99.
Claro que as compras ficaram de fora pois nossa bagagem e controlada pelo nosso desgaste fisico.
Aqui também rolou uma saudade, já que lebrei o tempo todo de tudo que o lado portugues da familia mandou ver e visitar... algumas coisas sao imperdiveis, outras nao deu tempo, fica pra proxima, quando viermos juntos... Mas vi o enforcado, a catedral, a famosa feira e a festa das cruzes... Rezei por todos nos na missa. Saudades.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Autarquia pretende que o galo seja também conhecido como um prato típico português


"A câmara de Barcelos vai propor que o galo daquela cidade «seja considerado o símbolo de Portugal, mais do que o "Zé Povinho", de Bordalo Pinheiro, ou outro objecto», disse à Lusa a vereadora do Turismo.
A câmara está a levar o galo de Barcelos do barro para o prato em mais um fim-de-semana gastronómico dedicado ao galo assado, graças a um concurso que vai pôr 36 restaurantes a cozinhar apenas aquela ave.
«O Fim-de-Semana Gastronómico do Galo é uma das muitas actividades que estamos a desenvolver para o galo deixe de ser visto apenas como um objecto colorido de barro e seja também conhecido como um prato típico português», referiu Joana Garrido.
A lenda do Galo de Barcelos
A lenda que tornou famoso o galo de Barcelos, refere um peregrino que ia, a pé, a Santiago de Compostela.
Acusado de um crime que não cometeu, o peregrino usou, em sua defesa, um galo assado dizendo que era tão verdade ele estar inocente, como o galo cantar.
A história contada há centenas de anos diz que o galo cantou mesmo e que, a partir de aí, o barro que se encontra no solo daquela região começou a ser usado para fazer pequenos galos para os peregrinos.
«Os artesãos de Barcelos fazem milhares e milhares de galos que são vendidos em todo o mundo», salientou a vereadora do turismo.
Do barro, para o prato, em colaboração com a Região de Turismo Porto-Norte de Portugal, a autarquia quer «nacionalizar» o galo.
Em 2008, o prato vencedor foi elaborado na cozinha do restaurante «Pedra Furada».
«Um galo do campo, certificado, recheado com carnes picadas, assado em lume muito brando e cozinhado sem pressa», explicou António Herculano, um dos donos do restaurante.
Este ano, em apenas dois dias, 36 unidades de restauração apresentam a concurso pratos como «galo assado no forno», «galo na forca», «galo no churrasco», no «pelourinho», «galo albardado em espada flamejante», «com miúdos», «na púcara» ou um simples arroz «pica no chão».
A principal regra do regulamento gastronómico é que, tal como na lenda, o galo tem que «ir para a mesa inteiro», sem qualquer tipo de corte ou divisão.
«No fim-de-semana do galo, o número de turistas aumenta significativamente um pouco por todo o concelho», disse Joana Garrido.
Com o aumento do número de pessoas que, por devoção ou por desporto, percorrem o Caminho de Santiago (que termina em Santiago de Compostela, em Espanha, e passa por Barcelos), também os restaurantes já notam o número de clientes a crescer.
«O livro de visitas do Pedra Furada, em 2008, foi assinado por pessoas de mais de cinquenta nacionalidades», revelou António Herculano.
O galo, como prato da gastronomia minhota, já surge nos guias turísticos e gastronómicos.
«Temos clientes que são peregrinos e que fazem o percurso a pé. Mas, na hora de jantar, deixam os albergues ou os hotéis onde estão e vêm de táxi ao restaurante só para poder comer o galo assado», finalizou António Herculano."