Caminho de Santiago de Compostela - O Caminho Francês Original
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Peregrinos de Santiago têm carimbo especial para marcar a passagem por Fátima

Desde há vários anos a esta parte, que os peregrinos que percorrem o Caminho de Santiago, até Santiago de Compostela, fazem por visitar Fátima, local onde pedem, no Serviço de Peregrinos do Santuário, para comprovar a sua presença neste santuário mariano, mediante a colocação de um carimbo no ´Passaporte de Peregrino de Santiago´.
O Santuário, que desde sempre respondeu a esta solicitação com um carimbo genérico da instituição, desenvolveu agora um carimbo específico, desenhado pelo sacerdote espanhol que actualmente é o capelão do Santuário de Fátima responsável pelo acolhimento aos peregrinos de língua espanhola, Padre Ángel Ramírez.
O carimbo representa o Santuário de Fátima através de uma imagem de uma das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos videntes e o Santuário de Compostela através da concha, símbolo do peregrino que percorre o Caminho de Santiago.
Por ocasião da apresentação desta iniciativa à comunicação social, durante a peregrinação de 12 e 13 de Outubro de 2009, o Reitor do Santuário de Fátima, Padre Virgílio Antunes, explicou que este carimbo "é uma coisa muito simples, mas que pretende estabelecer de forma mais visível esta ligação entre Fátima e Santiago de Compostela".



quinta-feira, 17 de maio de 2007

Credencial de Peregrino

A CREDENCIAL

Já recebemos nossas credenciais de peregrinos. Elas são emitidas em vários pontos no próprio caminho, tais como albergues e igrejas, bem como em postos avançados nos países de origem dos peregrinos, como em nosso caso. As nossas foram oferecidas pala Associação De Amigos Do Caminho de Santiago, localizada em São Paulo.
A credencial tem 3 funções básicas: Primeiro ela comprova que a pessoa viaja como peregrino, assim ela vira um passe-livre para que o peregrino receba um tratamento diferenciado em restaurantes, igrejas, postos de saúde e ainda possa ficar nos albergues, pois estes são exclusivos para peregrinos. Segundo: A credencial serve de registro de viagem, que comprova que você percorreu todo o caminho, pois tem um espaço destinado a cada estabelecimento chancelar sua passagem, demonstrando a data, horário e rota realizada. Por fim a credencial, uma vez preenchida de toda esta informação, serve para comprovar perante a cúria que você é definitivamente um peregrino e que tem, por ter realizado tal caminhada, o direito ao perdão, concedido na forma de um certificado emitido pela Igreja de Santiago de Compostela, também conhecido por "Compostelana". Abaixo veja o modelo de uma credencial já com os carimbos e uma compostelana. Ambas foram "pescadas" na internet, não sei a quem pertencem. Logo as minhas estarão aí. (Ps: Já troquei as fotos de credenciais alheias pelas nossas devidamente preenchidas e com as compostelanas recebidas.)

LIVRO DO DIA

Hoje vou falar do livrinho "Surpresas do Caminho de Compostela" de Rui Padilha Ramos. Bem... ele tenta... quase acerta, mas fica tentando tanto que não consegue... ficou ruim de entender? Então vamos lá. Ele tenta ser um guia, dando "dicas", mas é tão superficial que não serve para tal. Não compre com este propósito. Ele tenta ser um livro de viagem, mas a história não envolve, faltou algo que prenda, que nos faça querer saber mais dos personagens. Mas vamos ao lado positivo: Ele fez o caminho, tem quem desista. Ele fez o livro, a maioria não faz nem isso. Ele dá algumas dicas boas (entre outras mediocres: "Alongamento após a caminhada é fundamental"... !?!?! "Leve uma garrafa de água para placar sua sede"... !?!?!?!) No entanto, tirando os guias, este é um dos livros com o maior número de dicas bem objetivas. Ponto para o autor. Gostei de saber que Astorga tem um palácio feito por Gaudi, sobre o albergue das beneditinas de León, sobre a qualidade do restaurante do Manolo que já foi comentado por outros autores e sobre a fonte de Irache, que serve vinho aos peregrinos mais "borachos". Outro ponto positivo é a grande quantidade de fotos, que deve estar lá para compensar o baixo número de palavras, mas que, enfim, talvez digam muito mais que estas.

Abraços.

Rubens Bürgel