Caminho de Santiago de Compostela - O Caminho Francês Original
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

30 dias!

Hoje faz trinta dias que chegamos em Santiago... Ano Santo, estavamos lá, felizes, cheios de realizações: 750 km de bike, desde Lisboa.
Muito legal... quero voltar!


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

A Compostelana



O Conselho desta Santa Apostólica e Metropolitana Igreja de Compostela, sob a custódia do selo do Altar do Beato Apóstolo Santiago, para redigir cartas autênticas de visita a todos os Fiéis e Peregrinos da Órbita da terra que, por afeto de devoção ou por voto, cheguem ao templo do Apóstolo Santiago, Nosso Patrono Tutelar da Espanha, faz saber a todos e a cada um que inspecione as presentes cartas que Rubens Munhoz Bürgel visitou devotamente por piedade este santíssimo Templo.
Garantia do ques lhe confiro a presente carta, chancelada com o selo da mesma Santa Igreja.
Compostela, dia 13 de junho do ano do Senhor de 2007.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Como seguir pelo caminho?

O percurso entre o ponto de partida e Santiago de Compostela, até a catedral, pode ser muito longo... no nosso caso, que saímos de Saint Jean Pied du Port, França, foi de 900 km. Como seguir num caminho tão longo sem se perder? No nosso caso passamos por mais de 100 diferentes cidades... de 5 a 10 km entre elas repletos de bifurcações. Em cada cidade o caminho passa pelo albergue - em algumas são dois ou três - passa pelo centro de turísmo, quando existente, passa pela praça central e pela igreja matriz... ufa!. Imagine quantas esquinas dentro da cada cidade... quantas curvas temos de fazer, quantas escolhas e decisões de que caminho seguir... vezes 100 cidades... vezes 900 km... faça as contas... quantas oportunidades de se perder e ir parar lá em Ibiza... o que pode ser bem interessante afinal.
Lembrando ainda que o percurso mais tradicional é o que fizemos, mas que este é só um dos percursos possíveis... existe o Caminho Português, o Caminho Inglês... pode começar o caminho que em Paris, em Roma, em Amsterdan... enfim, a Europa inteira pode ser origem para a caminhada. Mas como não estamos no antigo império Romano, onde todos os caminhos conduziam a um só destino, como fazer para ter certeza que estamos indo na direção certa?
Com este objetivo os mantenedores do caminho colocaram de tanto em tanto vários sinais facilmente identificáveis que nos mantém na rota certa. Em cada esquina, em cada bifurcação, em cada ponto de dúvida há uma flecha amarela, uma concha, um sinal indicativo que nos mostra qual a rota certa.
No começo, assim que saímos do primeiro albergue, ficamos meio apreensivos de como seguiremos um mapa cruzando um país por estradas secundárias... Parece que o mapa é a nossa única esperança de chegar lá e ao mesmo tempo um bicho de 7 cabeças...
Logo na porta do albergue vemos a primeira flecha. Elas já eram famosas pois muitos já haviam escrito sobre elas.
Logo que seguimos a primeira flecha vamos encontrando as ruas e estradas que aparecem nos mapas... opa, está dando certo, mas ainda há uma certa insegurança em seguir estes sinais... o mapa é o apoio que confirma a rota. Com o passar dos quilometros vamos cada vez mais confiando nos marcos e logo apenas eles nos guiam, o mapa vira um mero apoio para sabermos quantos quilometros faltam ou qual é a próxima cidade... mas sem dúvida o caminho é feito seguindo-se apenas as setas. Tantoq que quando ficamos muito tempo sem ver uma delas logo nos preocupamos... - será que erramos o caminho? - logo aparece o marco salvador indicando que estamos no caminho certo. Ele está lá... na parede, no postinho de cimento, feito de pedras, na concha colocada no calçamento, na flecha pintada no meio-fio... ele está lá. Se você percorre muito tempo sem ver algum deve voltar e refazer o caminho... em algum lugar você errou o caminho e vai ver a seta discreta que passou desapercebida.
Algumas vezes ele é extremamente redundante... dois ou três marcos na mesma esquina... outras vezes é bastante discreto... apenas uma conchinha amarela colada numa parede, uma setinha pintada numa placa de sinalização de trânsito, uma seta formada por pedras colocadas no caminho por alguns peregrinos...
Mas não tenha dúvida... você vai ficar extremamente sensivel a estes sinais, vai percebe-los à distância, sem nem sentir vai estar no caminho certo e quando se der conta vai estar no marco zero.
Bem, não deixe de ter um mapa... um bom guia pode lhe dar a segurança de saber quanto falta para a próxima cidade... se esta é pequena ou grande, se tem albergue, etc... Mas quanto ao caminho certo... é só seguir as setas.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Credencial de Peregrino

A CREDENCIAL

Já recebemos nossas credenciais de peregrinos. Elas são emitidas em vários pontos no próprio caminho, tais como albergues e igrejas, bem como em postos avançados nos países de origem dos peregrinos, como em nosso caso. As nossas foram oferecidas pala Associação De Amigos Do Caminho de Santiago, localizada em São Paulo.
A credencial tem 3 funções básicas: Primeiro ela comprova que a pessoa viaja como peregrino, assim ela vira um passe-livre para que o peregrino receba um tratamento diferenciado em restaurantes, igrejas, postos de saúde e ainda possa ficar nos albergues, pois estes são exclusivos para peregrinos. Segundo: A credencial serve de registro de viagem, que comprova que você percorreu todo o caminho, pois tem um espaço destinado a cada estabelecimento chancelar sua passagem, demonstrando a data, horário e rota realizada. Por fim a credencial, uma vez preenchida de toda esta informação, serve para comprovar perante a cúria que você é definitivamente um peregrino e que tem, por ter realizado tal caminhada, o direito ao perdão, concedido na forma de um certificado emitido pela Igreja de Santiago de Compostela, também conhecido por "Compostelana". Abaixo veja o modelo de uma credencial já com os carimbos e uma compostelana. Ambas foram "pescadas" na internet, não sei a quem pertencem. Logo as minhas estarão aí. (Ps: Já troquei as fotos de credenciais alheias pelas nossas devidamente preenchidas e com as compostelanas recebidas.)

LIVRO DO DIA

Hoje vou falar do livrinho "Surpresas do Caminho de Compostela" de Rui Padilha Ramos. Bem... ele tenta... quase acerta, mas fica tentando tanto que não consegue... ficou ruim de entender? Então vamos lá. Ele tenta ser um guia, dando "dicas", mas é tão superficial que não serve para tal. Não compre com este propósito. Ele tenta ser um livro de viagem, mas a história não envolve, faltou algo que prenda, que nos faça querer saber mais dos personagens. Mas vamos ao lado positivo: Ele fez o caminho, tem quem desista. Ele fez o livro, a maioria não faz nem isso. Ele dá algumas dicas boas (entre outras mediocres: "Alongamento após a caminhada é fundamental"... !?!?! "Leve uma garrafa de água para placar sua sede"... !?!?!?!) No entanto, tirando os guias, este é um dos livros com o maior número de dicas bem objetivas. Ponto para o autor. Gostei de saber que Astorga tem um palácio feito por Gaudi, sobre o albergue das beneditinas de León, sobre a qualidade do restaurante do Manolo que já foi comentado por outros autores e sobre a fonte de Irache, que serve vinho aos peregrinos mais "borachos". Outro ponto positivo é a grande quantidade de fotos, que deve estar lá para compensar o baixo número de palavras, mas que, enfim, talvez digam muito mais que estas.

Abraços.

Rubens Bürgel